Sunday, June 20, 2010

RETALHOS DE MINHAS MEMÓRIAS (DE ESCREVINHADOR) NA TAILÂNDIA

José Martins

CONSAGRAÇÃO

De Sua Majestade o Rei Bhumibol da Tailândia

60 Anos sentado no Trono

Sexta-feira, 9 de Junho de 2006, a Tailândia vestiu-se de amarelo.

Difícil de calcular os milhões de camisolas amarelas que os tailandeses vestiram naquele dia! Mas dias antes as ruas, os caminhos fluviais do Rio Chão Praia e canais os espaços estavam emoldurados de cor “canário”.

Era nem mais nem menos o Povo tailandês a honrar a data efeméride de entronização de Sua Majestade o Rei da Tailândia, durante cinco dias. Em toda a monarquia as repartições públicas, os comércios, as fábricas e as escolas encerraram para as pessoas festejaram os 60 anos, do seu Rei, sentado no Trono.

Para o além de Suas Majestades uma multidão de súbditos a saudarem-nos

As festividades de maior vulto concentraram-se em Banguecoque. O Rei, a Rainha na manhã de 9 de Junho, na varanda do Palácio do Trono Ananta Samakhom, apresentaram-se aos súbditos e efusivamente, saudados por cerca de um milhão. Naquela longa e larga avenida em direcção à varanda onde os Reis se quedavam não havia um centímetro que não estivesse ocupado.

Oceano de gente na celebração da “Bodas de Diamante” do seu Rei

Muita emoção, olhos marejados e lágrimas a descerem no rosto. Gente de todas as idades, alguma pernoitou na Praça Imperial para ao outro dia, verem mais de parte, os Reis da Tailândia. Aquela multidão, compacta, estava ali para pagaram o tributo aos Reis que a orientou e harmonizou por 60 anos.

Rostos humanas que transmitem, sem palavras, o amor pelos Reis

Sua Majestade o Bhumibol é também o meu Rei! Felizmente só um afortunado ter um Rei... Mais de duas dezenas de anos a viver na Tailândia e graças a ele tenho vivido na paz e sossego pleno com a sua bênção real. Não foi fácil para mim, em determinadas alturas poder controlar as emoções. Juntei-me à gente humilde, carregando a aparelhagem fotográfica para poder recolher, as mais sensibilizantes imagens do regozijo de um Povo que ama o seu líder.

1-Sultão de Brunei Darussalam-2–Imperadores do Japão–3–o Rei do Cambodja–4-Sheikh do Kweit -5- o Rei da Jordânia-6- o Grande Duque do Luxemburgo-7-os Principes de Liechtenstein-8-os Reis do Lesoto

9-o Princípe Alberto II do Mónaco-10-os Reis da Malásia-12-O Rei da Suazilândia-13-Sheikho e Sheikha do Qatar-14-Princípe da Dinamarca-14 a- Princesa Real de Marrocos-15-Reis da Suécia

16-Rainha Sofia de Espanha-17-Reis da Bélgica-18-Princípe Herdeiro do Bhutão-19-Princípes da Holanda-20-Princípe Herdeiro da Noruega-21-Princípe Herdeiro de Tonga-22-Sheikho Principal dos Emiratos Árabes Unidos-23-Sua Alteza Sayyid bin Tariq (conselheiro real do Sultão de Oman-24 o Príncipe André de Inglaterra.

Três dúzias de personalidades e pertencentes a casas reais, que reinam no mundo, viajaram até à Tailândia para participarem e honrarem com a suas ilustre presenças as celebrações dos 60 anos do Rei Bhumibol Adulyadej entronização. Presentes Reis, Rainhas, Sultões e Príncipes. De Espanha chegou a Rainha Sofia.

Rainha Sofia um sorriso vindo de Espanha

O Rei Bhumibol é o monarca, com mais anos sentado num trono, no mundo actual. Leva 6 anos à frente em relação a Rainha Isabel II do Reino Unido. Durante as seis décadas do seu reinado, granjeou respeito pelo seu Povo assim como da comunidade estrangeira. Junto a Sua Majestade, na celebração das “Bodas de Diamante” estão membros das Casas Reais de: Brunei, Camboja, Japão, Jordânia, Kuwait, Lesoto, Liechtenstein, Luxemburgo, Malásia, Mónaco, Qatar, Suazilândia, Suécia, Bahrein, Bélgica, Reino Unido, Butão, Dinamarca, Marrocos, Holanda, Noruega, Oman, Espanha, Tonga e Emiratos Árabe Unidos.

Os Imperadores do Japão

Bem se poderá avaliar o excelente relacionamento do monarca tailandês com as casas reais reinantes do globo, assim como o salutar relacionamento, diplomático, da Tailândia com as monarquias que representam.

Todos os bairros de Banguecoque estão em festas, os milhões de casas (de uma população de cerca de 14 milhões), as varandas, as janelas, nas antenas de rádio, dos automóveis há duas bandeiras: uma a da monarquia outra da Tailândia.

Foto de Família: Suas Majestades com os convidados reais

No parapeito da minha “Varanda do Oriente”, em minha casa, lá estão duas para honrar o meu Rei. Um monarca que seguiu a linha de tolerância, dos seus predecessores já da data de 1509 e de quando os portugueses, os primeiros homens do ocidente, que conheceram o Reino da Tailândia e mantiveram relacionamento salutar. Esses portugueses, assim como eu, viveram em absoluta paz, constituíram uma comunidade lusa/tailandesa no princípio do século XVI. As graças do meu Rei, tem-me permitido, viver, entre famílias tailandesas, nos arredores da cidade de Banguecoque, sem nunca ter sofrido a menor humilhação ou segregação. Gente minha vizinha há 17 anos. Desde 1990, pelo quadro do Natal lhes dou de presente uma garrafa de vinho tinto da região do Douro ou do Dão.

O vinho português, além de confortar o espírito produz também sólidas amizades.

Uma das 52 bargues reais navega em frente ao “Grande Palácio” no rio Chai Praiá

As festividades em honra do Rei Bhumibol, durante os cinco dias que alegraram o Povo Tailandês têm por toda a cidade de Banguecoque e províncias do norte ao sul muitos outros eventos. Milhões de pequenas lâmpadas, eléctricas, multicolor alumiarem ruas, avenidas e fachadas de casas. Altares com as efígies do Rei e da Rainha se encontram espalhadas por todos os lados. Cerimónias religiosas nos templos budistas; cortejos apinhados de gente; bandas de música com instrumentos tradicionais e danças com bailarinas a exibirem a dança das unhas. Este país de folclore riquíssimo que conservas as danças milenários da mitologia siamesa representando os seus deuses e os seus ídolos.

Fogo de artifício durante as celebrações em honra de S.M. o Rei da Tailândia

Pelo fim da tarde do dia 12 de Junho, a procissão das “ bargues” reais, vão navegar nas águas tranquilas do grande rio Chão Praia, 52 duas embarcações que só em datas especiais navegam. Um espectáculo feérico de rara beleza. Centenas de remadores, ao som de cânticos, que vêm do século XIV são comandadas pelo timoneiro instalado na proa. Os convidados reais assistem à maravilhosa procissão numa varanda do edifício da “Marinha Real Tailandesa” na margem do rio. Pela manhã do dia 12 ao longo da margem do rio no percurso de 5 quilómetros que as gigantescas embarcações vão navegar, os lugares com melhor ponto visual estão completamente lotados de gente. Muitos pernoitaram em cima de uma esteira e na relva dos jardins ribeirinhos para não perderam o lugar.

Sua Majestade o Rei da Tailândia com sua Mãe (falecida em 1995)

Cheguei a um dos pontos que me pareceu óptimo para bater fotografias. Já por ali não havia lugar que me pudesse instalar. Um casal que ali tinha pernoitado, olhou-me, entendeu o meu intento e desde logo, com um sorriso, me franqueou um lugar no espaço que já na noite anterior tinham escolhido. É assim esta gente de cariz hospitaleiro. Este gente que sempre me distribuiu sorriso, hospitalidade, por onde tenho viajado e tantas vezes o tenho feito, só e conduzindo por estradas, insólitas das províncias, que a o único instrumento indispensável, comigo, de orientação é uma bússola giratória instalada no mostrador da viatura.

Durante todas as noites houve lançamento de feérico fogo-de-artifício em todos os pontos de Banguecoque. Fogo que parte de particulares para honrarem o seu Rei.

LONGA VIDA PARA O MEU REI! SUA MAJESTADE O REI BHUMIBOL ADULYADEJ!

José Martins

P.S. Só foi possível concluir este trabalho e ilustrá-lo com informação recolhida de várias fontes: jornais locais e departamentos estatais tailandeses.

Saturday, June 19, 2010

RETALHOS DE MINHAS MEMÓRIAS (DE ESCREVINHADOR) NA TAILÂNDIA

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António da Silva Rêgo, foi missionário (Diocesa de Macau) um historiador de mérito e parte da sua vida dedicou-a a publicar livros narrando factos em cima dos descobrimentos. São bastantes as suas obras de valor inestimável e, segundo sabemos, parte das mesmas esgotadas.

Por felicidade temos algumas na nossa biblioteca e entre elas: “O Padroado Português do Oriente”, editado pela Agência Geral das Colónias em 1940. Edição da Agência Geral das Colónias Comemorativa dos 300 anos da Fundação e Restauração de Portugal.

D. José da Costa Nunes, Bispo de Macau numa carta (não transcrita na totalidade) ao Padre Rêgo numa das passagens e referindo-se ao livro:

“Uma coisa, porém, lhe posso afirmar: é que estou convencido de que êle corresponde ao ponto de vista que se pretende, isto é, dar uma idéia geral do que é e do que foi esta veneranda relíquia do nosso passado religioso, em terras do Ultramar. Contra ela, por vezes, se têm arremessado pedras, mas, desde que se estude o assunto à luz da história imparcial, motivos há para nos orgulharmos da obra religiosa levada a efeito pelos missionários portugueses, que nos precederam no Oriente, e pelos que hoje labutam, nessas regiões distantes, pelo bem das almas, pela Igreja e pelo prestígio do nosso País.

Sabe bem o Padre Rego, porque entre êles viveu muitos anos, quando o nome de Portugal é querido dos eurasianos, da Malaca, e quão profunda é a fé dêstes descendentes dos antigos portugueses, mercê da acção patriórica dos nossos missionários, os de ontem e os de hoje”

Como o leitor poderá analisar o “Padroado Português do Oriente” apresentava-se uma instituição católica, absolutamente, de raizes portuguesas.

Em cima das considerações, da sua obra, o Padre Rego na introdução:

“Quando Portugal, proa da Europa, se resolveu a sulcar os mares, quando o Oriente desconhecido se foi submetendo, pouco a pouco, à sua influência, encarregou a Santa Sé a Nação Fidelíssima de converter os infieis, de fazer muita cristandade. Portugal sacrificou-se por esta causa tão nobre. Gastou não só o dinheiro de seus cofres, mas também o sangue de seus filhos. A Santa Sé, em prova de gratidão, entregou-lhe as igrejas que êle ia fundando em tão vastos territórios”. Era ele que indicava os nomes dos bispos que se haviam de nomear, era ele que provia as diferentes dignidades, era êle que sustentava os missionários, era êle que velava pelas igrejas e culto”.

Tinha assim o “Padroado Português do Oriente” toda a jurisdição religiosa sobre as missões e igrejas estabelecidas, nos territórios ultramarinos que Portugal administrava.

As dioceses do Padroado:

GOA. - criada pelo Papa Clemente VII no consistório de 31 de Janeiro de 1533. Porém só em 1534, o Papa Paulo III é expedida a bula. Circunscrevia a diocese de Goa: Cabo da boa Esperança até à Índia e deste território ao Japão. A Santa Sé concede a perpetualidade de posse da diocese ao Rei de Portugal e seus descendentes. A de Fevereiro de 1557 a Constituição Apostólica eleva a dioceses de Goa a arcebispado e a perpetualidade é mantida pela Santa Sé.

COCHIM.- Erguida em 4 de Fevereirode 1557 pelo Papa Paulo IV. Acontece devido a Goa ter sido elevada a arcebispado. A Sé de Cochim é denominada de “Santa Cruz”. A bula papal decretava que o limite da jurisdição de Cochim e Malaca, deveria ser da vontade do arcebispo de Lisboa. Entretanto a diocese de Cochim absorvia a religiosidade da Costa do Malabar e a Costa Oriental da Birmânia.

MALACA. – Fundada na mesma data da diocese de Cochim a 4 de Fevereiro de 1557. A igreja da Anunciação de Nossa Senhora de Malaca toma o nome de Sé Catedral. A bula papal concede a Malaca os mesmos privilégios dos de Cochim.

MACAU.- A diocese é fundada nove anos depois das de Cochim e Malaca e a bula papal emanada por Gregório XIII.

Prescrições:

1) apresentação do bispo pelo rei, dentro de dois anos;

2) apresentação real do deão, cónegos e mais prebendários;

3) a dioceses fica pertencendo ao Padroado;

4) ninguém pode derrogar êste direito, a não ser que o Rei de Portugal dê o seu expresso consentimento;

5) se a derrogação se fizer de qualquer outra forma não terá valor algum;

6) tudo quanto se atentar contra o direiro do Padroado, a respeito desta diocese, por quem quer, por qualquer autoridade que seja, será irrito e nulo.

FUNAY. – (Japão) tem lugar a fundação a 19 de Fevereiro de 1588, quando Portugal está sob o dominío de Espanha e no reinado de Felipe II. A cédula consistorial que a concede designa apenas <>. No Japão já existiam 150.000 cristãos e o trabalho de Francisco Xavier, que tinha introduzido o cristianismo no Japão em meados do século XVI, estava a produzir frutos. A jurisdição de Funay alargava-se até todas as ilhas japonesas. Embora a bula se referi-se a Felipe de Espanha, a dioceses de Funay seria propriedade do Padroado.

ANGAMALE. - Angamale a sede da igreja nestoriana siro-caldaica do Malabar. Em 1594, morre o arcebispo Mar Abraão e o frade Aleixo de Menezes, recebe ordens da Santa Sé para que em Angamale, apenas fosse praticada a religião católica. Ordens cumpridas; o catolicismo em Angamela toma raizes e a Santa Sé, como tinha ordenado anteriores fundações de dioceses entrega-a ao Rei do Portugal. Mas na prescrição a alinea 5 designa: contudo, cessará o direito do Padroado nesta diocese, se o Rei de Portugal faltar com o dote que lhe é prometido. (P. Rego assinala com (1): “In supremo, de Clemente VIII, de 4 de Agôsto de 1600. Bull. Patr. Portug. I, págs 260-261.

Não sabemos, qual seria o montante do tributo imposto pela Santa Sé dado que outras bulas, papal, não se referiam a dotes. O que se compreende é que algo estaria a mudar desde que Portugal passou a ser administrado pela corôa espanhola e a Santa Sé a desviar-se do espírito com que as dioceses do Padroado tinham sido criadas.

MELIAPOR. - Criada a diocese em 1608, através do consistório de 9 de Janeiro, por Paulo V. Abrange Bengala, Coromandel, Oriza e Pegu. Fica com esta criação desmembrada a diocese de Cochim. O Rei de Portugal (aqui Felipe de Espanha) a proceder às delimitações. A prescrição na alinea 7 reza:

que estes direitos são concedidos, não obstante o Concílio de Latrão ter proibido acordos perpétuos, a não ser os permitidos pelo Direito.

A Santa Sé, na concessão de novas dioceses estava de facto a conceder os mesmos, anteriores, privilégios ao Padroado, mas em termo: “uma no cravo outra na ferradura”

NANQUIM.- (Padre Rego escreve): Reina em Portugal D.Pedro II (1648-1706). Pertencia tôda a China à dioceses de Macau. As missões da China atingem o máximo de prosperiedade no comêço do século XVIII. Pouco antes, como tão risonho futuro diante de si, pede o Rei de Portugal à Santa Sé a desmembração do imenso império chinês em duas grandes dioceses: Nanquim e Pequim. A Sagrada Congregação da Propaganda opõe-se abertamente ao pedido do rei de Portugal, fazendo ver ao Sumo Pontífice Alexandre VIII gravissima motiva et praejudicía que militavam contra a erecção das novas dioceses. O Santo Padre, porém, não concordou com o parecer da Sagrada Congregação e ordenou que se procedesse à erecção canónica das ditas dioceses (1).

A diocese de Nanquim foi assim erecta em 10 de Abril de 1690 pela bula “Romanus Pontifex”. A bula é do teor das outras. Como, porém, ela foi publicada após a oposição da Propaganda, aqui damos a lista dos privilégios concedidos:

1) pertence a dioceses de Nanquim ao Padroado do rei de Portugal:

2) a delimitação das duas novas dioceses deve ser feita pelo mesmo Rei;

3) a apresentação do bispo pelo Rei deve ser feita dentro de um ano;

4) êste direito direito de Padroado não poderá ser degorrado, nem mesmo pela Santa Sé. Etiam consistorialiter, sem o expresso consentimento do Rei de Portugal;

5) se fõr, tal degorração será inteiramente nula e irrita;

6) assim o não entenderem,tôdas as suas decisões serão nulas.

A delimitação das duas novas dioceses foi feita em 1695.

PEQUIM. - Dioceses fundada na mesma data de Nanquim e a bula papal que a vai reger é precisamente igual. As duas dioceses colocavam a China sob a jurisdição do Padroado Português do Oriente.

O Padroado, no Oriente, está representado com nove instituições, religiosas, cujo o míster é a divulgação e prática do cristianismo. Porém não estão subjugadas ao Vaticano embora acolhesse missionários estrangeiros. Mas os tempos correraram e a vontade dos papas mudaram. A gratidão da Santa Sé para com Portugal e Igreja tem inicio de quando os portugueses desalojaram os mouros de Portugal e os empurraram para o norte de África. As guerras dos credos, católicos e muçulmanos, duraram vários séculos na Península Ibérica. A Santa Sé teve todo o interesse que os Portugueses tivessem colocado em debandada a “moirana” e, ainda a conquista de terras marroquinas.

As ideias expansionistas do Rei D. Sebastião (educado na corte pelo clero, a este, ter-lhe-ía, deteriorado o cérebo e manter na sua mente em constante ódio aos mouros), foram atrozes depois dos portugueses serem derrotados em Alcácer Kibir o monarca, um jovem, ficou por lá prisioneiro ou morto na peleja. O que levou o Cardeal D. Henrique ( um clérigo já velho e “caduco”) ascender ao trono de Rei de Portugal e, depois da sua morte, por razões de linhagem monárquica, Portugal ter tido a “tragédia” de ser governado por 60 anos pelos reis de Espanha. O povo português nunca lhe perdou:

Viva el-rei D. Henrique/No inferno muitos anos/Pois deixou em testamento/Portugal aos Castelhanos

A Santa Sé, no Vaticano e de que por lá nem tudo era cristandade ou bondade, coloca-se ao lado dos espanhois durante os 60 anos da usurpação da corôa portuguesa. Põe à margem o clérigo português e o Padroado Português do Oriente. Não ordena bispos ou cardeais de nacionalidade portuguesa e os missionários do Padroado, no Oriente, ficam orfãos e sem pai que é o chefe supremo da Igreja Católica.

A partir de meados do século XVII os franceses tiveram pouca influência no Oriente. Os ingleses e os holandeses, principiaram a expandir-se e a dominar o comércio no Oriente nos anos: (1595 Holanda na Indonésia) e 1612 os ingleses na Índia) .

A Inglaterra dominava a Índia e a Holanda, já era a senhora das Índias Orientais. Luis XIV com as suas ideias expansionistas, pretende que a França venha a ser o pêndula que balançasse a forças inglesas na Índia e as holandesas na Batávia (Indonésia). O monarca francês sabia de ante-mão que para que se concretizassem as sua ideias seria através dos missionários, jesuitas da “ Missões Estrangeira de Paris”.

Gregório XV, em 1622, institui a nova “Congregação de Propaganda Fide”, cujo sistema mentor pertencia a 13 cardeais e dois prelados, ajudados por um secretário e um consultor.

Ora toda a Àsia a sua evangelização pertencia ao Padroado e sob a jurisdição dos Reis de Portugal. Gregório XV, decretava que a “Congregação de Propaganda Fide” seria para colaborar na evangelização do Oriente com o Padroado, sob os auspícios do mesmo; retirar o Padroado a Portugal e restringi-lo.

Começa, então, a guerra entre o Vaticano e Lisboa. O papa tinha desferido uma “punhalada mortal” no Padroado Português do Oriente. As peias consolidadas pelos pontíficies, seus predecessores, tinham sido desmoronadas e o missionários do Padroado, além de principiarem a sofrer humilhações de outras congregações estrangeiras e, os missionários destas a tomarem-lhe o lugar na evangelização.

Luis XIV, conhecido pelo rei-sol, está no apogeu e pretende a todo custo e dinheiro infiltrar-se no Oriente. Não lhe era desconhecido que os portugueses dominavam não só a cristianização dessas terras, como assim o comércio. Os sessenta anos de ocupação espanhola tinha levado os missionários do Padroado a viver em extrema pobreza e abandonados pela Santa Sé.

Surgem as viagens descritas pelo Padre Alexandre Rhodes, jesuita francês, à Ásia, incita e cria entusiasmo nos missionários viajarem para as terras orientais e envolverem-se na divulgação do cristianismo nas terras onde os missionários do Padroado já sa haviam instalado havia muito.

Sabiam esses clérigos que teriam um forte apoio de Luis XIV. Surge o Padre François Pallu, inteligente e apoderado de enorme patriotismo viajou até Roma, apresentou os seus planos à Santa Sé para o derrube do “Padroado Português do Oriente”. O Pallu fez as propostas, dentro de certa astúcia, à Santa Sé e sem as ter comunicado à hierarquia das “Missões Estrangeiras de Paris”.

Durou a luta ao Pallu cinco anos (dado que a Santa Sé estava renitente em eliminar e restringir os privilégios do Padroado), para que o Vaticano abeçoasse a sua pretensão. O Padre Rego, nesta matéria pronuncia-se:

“Podemos, pois, afirmar que a Santa Sé se deixou levar nesta matéria pelo élan francês. A iniciativa, certamente, não lhe pertence”.

Em 17 de Agosto de 1658 são nomeados os dois primeiros vigários apostólicos: François Pallu, bispo de Heliópolis e Motte Lambert, bispo de Berito, para as missões de Tonquim e da Conchinchina e países vizinhos.

O Primeiro embate entre os missionários do Padroado e os franceses

Aconteceu no Reino do Sião. Monsenhor de la Motte Lambert chegou a Ayuthaya em Agosto de 1662 e Monsenhor Francisco Pallu em Janeiro de 1664. La Motte não teve boa recepção dos missionarios portugueses que já havia cerca de 150 anos se tinham estabelecido com três paróquias no Ban Portuguete: S.Domingos, S.Francisco e Jesuitas. Tinham sido, também, os primeiros a terem a permissão do Rei do Sião de divulgarem e a converter, livremente, ao catolicismo os siameses.

O vigário geral, do Padroado, que administrava o Sião, pediu a de la Motte Lambert para que lhe mostrasse os papeis os quais lhe davam a autonomia, para exercer tais funções, administrativas, clericais, no Sião. Em princípo recusou-se mas acabou por ceder, em sinal de boa vivência e colaboração, mútua, no futuro. Ficou assim o vigário geral do Padroado, elucidado, da realidade dos factos de que a ordem tinha orígens do Vaticano.

Os missionários do Padroado não se resignam e, continuadamente opõem-se para que as suas acções de evangelização continuassem e eles, de forma alguma, sob o jugo dos franceses. De la Motte não desarma e envia, em 1665, ao Vaticano um dos seus padres, De Bourges, para que pedisse à Propaganda que confiasse o Sião à sua jurisdição, isto porque a situação geográfica assim o aconselhava e, também, porque a tolerância da prática de outros cultos, que não fossem de índole budistas eram tolerados pelo monarca siamês.

De la Motte, analisa, ao mesmo tempo ser o Sião, uma base estratégica e bem colocada e um ponto de partida para os missionários franceses se se ramificarem para outras terras entre elas: a China e a Indochina e que mais tarde a França viria a colonizar o Cambodja, Laos e Vietname.

A Santa Sé está relutante dado que temia aumentar as iras de Portugal. De la Motte não desarma ou desanima perante a recusa da Santa Sé. Consegue a permissão do Rei do Sião que lhe doasse um terreno em Mahapan, nos arredores de Aiutaá, onde deu início à construção, precária de um seminário. O Sião, apesar de todos os malabarismo de la Motte continuava sob a jurisdição do Padroado e acaba por reconhecer, em 1688 que o Sião estava sob a tutela de Malaca e já conquistada pelos holandeses em1641. O bispo de Malaca tinha morrido e em sua substituição o vigário geral.

Os católicos de Ayuthaya, siameses e luso-tailandeses a espiritualidade, religiosa é-lhes ministrada pelos missionários dominicanos, franciscanos e jesuitas. Os missionários franceses já estabelecidos com uma igreja e um seminário a cerca de dois quilómetros do Ban Portuguete (Aldeia dos Portugueses), mas uma vez insistem perante a Santa Sé e a estratégia que culmina no pedido:

se poderiam administrar os sacramentos aos cristãos na sua igreja que ficava a 4 ou 5 milhas de distância (nota minha: aqui não é informada a distância real, dado que não ultrapassa os 2 quilómetros), da mesma forma como os padres do Padroado, o faziam nas suas paróquias.

O Vaticano concede-lhes esta prática; principia, com isto, a existência de duas jurisdições, católicas, em Ayuthaya.

Perde com isto alguma autonomia, no Sião, o Padroado Português do Oriente. Guerras frias e surdas virão a ser travadas entre os missionários franceses e portugueses. Os franceses e bom de entender eram, considerados, uns intrusos em Aiutaá. O jesuita do Padroado António Quintana Duega escreveu um livro cuja leitura viria a ser censurada por de la Motte Lambert.

Houve conflitos silenciosos e de poucas palavras. O Papa depois de examinar o conflito e deu razão a de la Motte Lambert, dado que a matéria inserida no livro de António Quintana era contrária ao cânones e à tradição da Igreja.

O reparo e a censura de Monsenhor de la Motte Lambert não ficou esquecida ou deitada em saco roto pelos missionário do Padroado. A Inquisição, para observar a pureza da fé e os bons costumes, como representante no Sião, era o Frade Luiz Fragoso, da congregação dominicana. O Frade Fragoso não aceitou a censura do Lambert e considerou-o ter atentado contra a sua autoridade.

Acusou-o de várias opiniões teológicas falsas. Excumunga o Lambert e foi afixado, um edital, numa igreja de Aiutaá onde o excomungava. Lamberte, apresentou queixa ao Santo Ofício que dá sem efeito a excomunhão e repara o escândalo do Frade Fragoso; depondo-o do cargo de inquisidor e obriga-o abandonar o Sião. Mas as ordens do Vaticano não foram no seu todo cumpridas e Lambert, mais uma vez, envia um enviado o missionário Charles Sevin, com uma nota dirigida ao Clemente X. Em 10 de Novembro de 1673. Uma bula papal faz desligar os vigários apostólicos de toda a jurisdição do arcebispo e da Inquisição de Goa.

Clemente X queixa-se, a Goa e num comunicado “Cum per litteras” refere-se que os

missionários portugueses residentes no Sião tinham:

a) obrigado o bispo de Berito (Monsenhor de la Motte Lambert, a mostrar as suas bulas, como se êle estivesse sujeito a Goa e não directamente à Santa Sé;

b) excomungado e multado em duzentas moedas os cristãos que com êle tratassem

O Papa estranha a atitude e solicita ao arcebispo de Goa que não seja exercido qualquer acto de jurisdição contra os vigários apostólicos e seus missionários. Adverte também das gravíssimas penas, pela privação do ofício, fora do território português.

Esta machada desferida por Clemente X ao Padroado, provoca uma ferida profunda que jamais vai encontrar o caminho da cura. Apoia, as futuras, queixas dos franceses redigiu vários textos de comunicados, importantes, de 1670 e 1673, que mandou publicar e os mesmo enviados aos vigários apostólicos.

Nas proximidades do Natal de 1673 um outro comunicado “Sollicitudo pastoral” declara que a Inquisição de Goa não possuia autoridade alguma nos territórios que não estavam sujeitos à corôa portuguesa. Derroga todos os privilégios anteriores, embora tenham sido conferidos por papas ou concílios.

Os missionários do Padroado “barafustam” apresentam os antigos privilégios e a total submissão ao Rei de Portugal. Ignoram as ordens do Papa Clemento X, para a rebelião, silenciosa, não produziu efeito. Vale mais um papa vivo que um papa morto. O papa estava ao lado e as satisfazer a vontades de Luiz XIV para que o permitisse concretizar o projecto da infiltração no Reino do Sião e na sua cabeça a ideia de o colonizar. Tal nunca viria acontecer.

No Reino do Sião a lingua franca era a portuguesa, o Padroado Português do Oriente, tinha criado raizes durante os quase 150 anos de evangelização no reino. Mas além disto já uma numerosa comunidade luso-tailandesa, calculada em mais de 2.500 almas, que era assistida pelos missionários do Padroado, portugueses e estrangeiros residiam no Ban Portuguete onde estavam erigidas 3 paróquias.

Descrição do Padre António Rego: “ A passagem do Sião para os vigários apostólicos não se fêz sem repugnância, sem resistência. O caminho vinha sendo preparado já por uma longa s~erie de documentos pontíficios todos êles a favor dos vigários apostólicos. Esses documentos, como nota Launay, eram publicados na igreja francesa de S. José de Juthia (Aiutaá). Os jesuitas e os dominicanos, entrincheirados nos mesmos redutos de sempre, declaravam-nos falsos e inventados pelos missionários franceses, e por conseguinte nulos, sem valor algum, porque não tinham passado pela cõrte de Lisboa.

Vários incidentes se deram, todos êles bem lamentáveis, da resistência dos missonários portugueses que se viam colocados entre dois fogos. Por um lado, deviam obediência a Goa; por outro, eram admoestados pelos vigários apostolólicos, em nome da obediência suprema devida a Roma. Esta política dúplice havia de ser adoptada pelos anos fora pela Propaganda e com bons resultados.

No Sião, porém, houve solução radical. A Santa Sé, por meio dos seus decretos, resolveu que os portugueses residentes no Sião ficassem debaixo dos vigários apostólicos. Esta nova concessão foi muito bem acolhida em Paris e Monsenhor Pallu aconselhou aos seus missionários tôda a prudência para não suscitar novas susceptibilidades.

Os dominicanos submeteram-se em 1678, os jesuitas em 1681 e os franciscanos que também lá trabalhavam, se bem que em menor número, um bocado mais tarde. Os missionários portugueses, porém, nunca abandonaram o Sião. Tais missionários recebiam os seus poderes ora dos vigários apostólicos, ora directamente de Goa. A cinza crepitava ainda, quando atiçada por qualquer faúlha. As autoridades do Padroado viam-se obrigadas a reconhecer a situação de facto, mas protestavam de vez em quando contra o desaire sofrido”.

Padre António da Silva Rego em diversas considerações descritas ao longo do seu valioso livro que se recomenda aos historiadores e interessados na história da expansão portuguesa no Oriente lê-lo (se porventura o encontrem em alguma biblioteca), entre muitas passagens encontramos esta que nos merece atenção:

“ O missionário não é um «João-sem-terra». Tem uma pátria que ama profundamente. É natural que deseje que outros a amem igualmente. Aconteceu isto com os missionários portugueses. É verdade que em tôda a parte onde êles chegaram espalharam o bom nome de Portugal, favoreceram as relações entre esses países e o seu.

Lastima: «Na Índia nunca Portugal tentou penetrar para o interior e conquistar terminantemente para si êsses territórios. O plano de Francisco de Almeida, de se manterem feitorias espalhadas pelas costas do Oriente, foi aperfeiçoado por Afonso de Albuquerque que estabeleceu fortalezas nos pontos estratégicos. Assim, o ponto básico da política de Francisco de Almeida, que eram as armadas, casou-se com o de Albuquerque, as fortalezas, para impor definitivamente o prestígio do nome português. Nunca, porém, se tentou fazer no Oriente o que se fêz ao Brasil, ou o que os espanhois fizeram na América do Sul..... A decadência de Portugal, a queda fatal do império português veio quando os mares deixaram de ser sulcados por naus portuguesas».

E para termimar: Segundo nos informa o Padre Rêgo o império português no Oriente, em 1940, estava em completa decadência. Mas este império começa a ser derrubado depois da tragédia de Alcácer Kibir (1578) e que pouco depois Portugal perderia a independência e é administrado pela corôa espanhola. Portugal.

Antes, daquela fatídica derrota, possuia uma potência naval, impar na Europa. Fortalezas e feitorias tinha sido construidas, na costa Atlântica, Indico, Índia, Coromandel até ao Japão. A “Armada Invencível” empresa de Filipe I, se afundou no Canal da Mancha e era parte do espólio marítimo português e sem ele viria a contribuir para o abandono, em parte, do comércio oriental.

Mas um grande mal que grassa na sociedade portuguesa, depois de começar a descobrir as terras de além-mar, foi o mundo fantasioso das vaidades em que de um momento para outro, os fidalgos, ou pelo mérito deles ou pelos favores da casa real portuguesa, voltam ricos e opulentos da noite para o dia.

Pouco, mesmo nada se interessam para preservar os sentimentos de Afonso de Albuquerque que desejou um Portugal rico e retirar os portugueses da miséria em que viviam antes das caravelas de Cristo navegarem nos oceanos do Mundo da época.

Voltando aos missionários das “ Missões Estrangeiras de Paris” em Aiutaá, desde que ali se instalaram erigindo uma rudimentar igreja e também um seminário, foi graças a eles que os católicos do Ban Portuguete têm sido assistidos espiritualmente. A Igreja de S.José que conhecemos há mais de duas dezenas de anos, tinha sido restaurada em 1883. Já nesta altura funcionava, em construção de madeira uma escola onde aprendia umas dezenas largas de alunos, filhos de pais católicos, budistas e muçulmanos.

Actualmente a igreja foi novamente construída e se pode considerar uma peça fina da arte sacra. Houve o cuidado de não fugir às linhas arquitectónicas do passado. Mas além da reconstrução da igreja uma larga escola, moderna, foi construída e um cemitério para sepultar os católicos da àrea de Aiutaá. Ao fundo do cemitério foi erigido um monumento que perpetua os vigários.

Portugal, de facto está representado em Aiutaá com as fundações da área onde a Igreja de S.Domingos foi edificada (estima-se em 1530/1540. Hoje o espaço tem vida e foi graças ao entusiasmo de dois Homens: o Embaixador Melo Gouveia e o Dr. José Blanco, Administrador da Fundação Gulbenkian que depois de 1982 voltaram essas ruínas à luz do dia. Não é de ignorar o empenho do “Fines Arts Department” para que a memória da presença dos missionários do Padroado Português do Oriente” e da comunidade lusa-tailandesa ficasse no “Ban Portuguete”, um marco da existência de um templo do culto e da passagem de homens lusos que muito fizeram no Reino do Sião. Eles foram soldados, artilheiros, guardas do palácio real e ocupados em várias artes que graças a esta boa gente, ajudaram a transformar o Sião.

Mas no Ban Portuguete há mais duas igrejas enterradas a de S.Francisco e a dos Jesuitas e bom seria que as mesma voltassem à vida mais tarde ou mais cedo. Hoje o Ban Portuguete já não é aquele espaço que conhecemos há 24 anos. Na sua extensão foram construídas numerosas casas, circuladas de quintinhas. Ainda bem e denota o progressa que segue na Tailândia. As duas igrejas, entrerradas estão lá e bem-haja ao “Fine Arts Department” da Tailândia que tem preservado esses dois pedaços de história da presença dos portugueses no no Reino do Sião desde a longinqua data de 1509.

José Martins/ Maio 2006-05-11

(Residente na Tailândia há 26 anos)

P.S. Informação obtida na obra: “ O Padroado Português do Oriente por António da Silva Rego. Agência Geral das Colónias/ MCMXL”

Friday, June 18, 2010

RETALHOS DE MINHAS MEMÓRIAS (DE ESCREVINHADOR) NA TAILÂNDIA

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Várias cerimónias vão ter lugar, no próximo mês de Junho, por toda a monarquia da Tailândia afim de celebrar os 60 anos do reinado de Sua Majestade Bhumibol Adulyadej.


O Rei da Tailãndia é o monarca, no mundo, com o período mais longo sentado no trono de cortes de outras monarquias.


Uma monumental procissão de antigas “bargues”, reais, vão navegar, lentamente, no grande rio Chao Praiá que divide a cidade de Banguecoque em duas partes, no dia 12 de Junho.




O evento naval mostrará as ricas e antigas tradições do poder marítimo do Reino do Sião.


Reis, Raínhas, altos dignatários de 26 países vai estar presentes nas celebrações como forma de homenagear o Rei Bhumibol e sua real esposa a Rainha Sirikit, que durante cinco dezenas de anos têm sido os mentores e guias espiritual de 65 milhões de tailandeses.


Graças a este Grande Rei, o povo tailandês tem vivido em harmonia e num progresso constante.


Centenas de jornalistas, estações de televisão vão dar cobertura ao cerimonial e a transmissão será a nível mundial.


A procissão de 12 de Junho de 2006, segundo informou à comunicação social, em conferência de imprensa o Comandante-em-Chefe da Marinha Real Tailandesa, Almirante Satirapan Keyanon, será a maior de sempre levada a efeito na Tailândia.



Cerca de dois mil remadores, altamente treinados, a força dos seus braços fará navegar 52 bargues, incluindo 4 reais: Suphan-nahongse, Anantanagaral, Anekchatbhuchongse e Narai Song Suban HM Rama IX.


Durante o reinado de Sua Majestade o Rei Bhumibol 14 procissões foram organizadas. A primeira teve lugar em Maio de 1957 que comemorou o vigésimo quinto aniversário da Era Budista.


Uma outra, monumental foi de quando Banguecoque, em 2003, recebeu altas individualidades para participarem na Cimeira APEC. De significado importante, teve lugar, em 1982, destacando a data efémeride dos 200 anos da fundação de Banguecoque.



Com destaque e de carácter religioso, por nove vezes, a Cerimónia Real Kathin para o transporte do Lorde Buda para o Templo Arun na margem esquerda do Rio Chao Praiá em Banguecoque.


No antigo Reino do Sião, Banguecoque é conhecida pela “Veneza do Oriente, e o rio Chao Praiá o caminho marítimo direccionado para todos os pontos da Tailândia, inclusivamente para a segunda capital do Reino Aiutaá.


Em Aiutaá a capital depois da sua fundação, em 1351, já ali tinham efeito procissões de bargues reais. Aiutaá a cidade onde se encontram três rios: Chao Praiá, Lopburi e Pasak, os Reis, navegavam, em cortejos de bargues e em grande pompa para participarem na Cerimónia Real Kathin, em Saraburi, onde se localizam as Peguadas do Lorde Buda.


A França e sua participação


França segundo anunciou o matutino “Bangkok Post” de 3 Maio estará presente nas comemorações, da intronização de Sua Majestade o Rei Bhumibol.


Entre os vários eventos levados a cabo e organizados pelos serviços culturais da embaixada francesa na capital da Tailãndia, está agendada para o dia 14 de Junho com um concerto executado pela Orquestra Sinfónica de Bangkok e como solista actuará Anne Queffelec.


Mas a abertura significativa vai ter lugar no mega shopping center “Siam Parangon”, localizado no centro de Banguecoque. Jovens creadores da moda de paris apresentarão os novos desígnios de Paris que continua a capital da moda mundial.


Inserido nas comemorações, presente, o Festival do Filme Francês que terá início, em 29 de Junho que além da exibição de fimes; vários documentários serão projectados nos “ecrans” das salas do “Major Cineplex” do Siam Parangon. Outras exibições de arte e cultura francesa serão exibidas em Banguecoque durante um mês.



Portugal e a Tailândia


Portugal foi o primeiro país da europa que travou relações com a Tailândia. Em 1516 foi assinado o primeiros tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre Portugal e o Antigo Reino do Sião. Dáva-se assim o início da fixação do homem português no Ban Portuguete (aldeia portuguesa), sitiada junto à margem esquerda do rio Chao Praiá em Aiutaá.


Entretanto o português Duarte Fernandes vindo de Malaca e oficial da frota comandada por Diogo Lopes Sequeira foi enviado a Aiutaá em 1509, para abordagem, preliminar, com a corte siamesa. Duarte Fernandes exprimia-se um pouco na língua siamesa e obteve o privilégio e a honraria de o Rei Rama Tibodi II lhe concedesse uma audiência.



Com isto, iniciou-se o caminho para o encetamente de relações mantidas até à presente data.


Além do bom acolhimento, dispensado pelo monarca siamês ainda lhe ofereceu uma espada em ouro incrustada de diamantes.


Duarte Fernandes informouo Rei Tibodi II que Portugal iria conquistar o empório de Malaca (que viria a concretizar-se dois anos depois) e restitui-lo ao seu verdadeiro dono que era o Sião.


Dava-se assim nessa remota data as relações amistosas entre Portugal e o Reino do Sião que não tarda a fazer os 500 anos de excelentes relações.


José Martins


Friday, June 18, 2010

RETALHOS DE MINHAS MEMÓRIAS NA TAILÂNDIA

Aniversário

da

RAINHA SIRIKIT DA TAILÂNDIA

Visita Portugal em 1960

( Primeira Parte)

Foi dada como a mulher mais bonita do Mundo.

O seu sorriso,presente, em todos os momentos foi uma sua natural característica que cativou as pessoas dos países que visitou.

Em anos distantes um jornalista perguntou a S. M. o Rei da Tailândia a razão porque nãosorria. O Rei Bumidhom Adulyadej responde-lhe: “ o meu sorriso está ali e indicando-lhe sua esposa a Raínha Sirikita”.

Sua Majestade Sirikit completou, no dia 12 Agosto de 2005, 73 anos e, igual em todos os anos, é feriado nacional na Tailândia. É, também, o Dia da Mãe.

Desde de 1950 e após o casamento com Sua Majestade o Rei da Tailândia até aos dias actuais visitou muitos países do Mundo que fez dela a Embaixadora Real do “País dos Sorrisos”.

Foi admirada por Presidentes e Chefes de Estado, de várias, gerações e pelos povos dos países que visitou.Amada e adorada pelos tailandeses.

Um dos países privilegiados foi Portugal entre os muitos,que visitou só ou acompanhada pelo marido, Rei Bhumidhol Adulyadej o prestigiado e o mais antigo monarca reinante no Mundo, com 59 anos a orientar o povo da Tailândia. Em Agosto dos já distantes anos de 1960 o casal real, ainda muito jovem, visitou e permaneceu em Lisboa por 4 dias.

Durante os anos do meu conhecimento sobre a Tailândia uma das figuras que mais me cativou foi a Rainha Sirikit. Segui, através do “ecran” do televisor, as sua actividades quotidianas.

Hoje vejo a Rainha a visitar uma instituição de caridade, amanhã numa provincia do norte,do centro ou do sul junto dos camponeses a inaugurar um projecto agrícola para melhorar a vida das pessoas dos meios rurais.

Teve uma parte e importante na eliminação das plantações da planta da papoila, que desta provém o ópio e depois de destilado vem o “pó” mortífero a heroina, que estuporiza e mata os humanos, nas montanhas do norte da Tailândia e área conhecida pelo “Triângulo Dourado”.

Nesses jardins demoníacos, hoje e já desde há muitos anos (refiro que em território tailandês, nos dias actuais, não existem plantações de ópio), crescem flores, vegetais, cafeeiros, a vinha, árvores de fruta cujas produções são enviadas para os mercados das cidades e o excedente enlatado e exportado para o exterior.

A elegância, o seu sorriso, constante, a beleza, a sua forma de vestir, os seus chapeús sempre o modelo inspirado nos usados na Tailândia nos meios rurais deram a Sirikit uma imagem inconfundível e respeitável em todo o mundo e a “Rainha do Amor” para todos os seus súbditos da Tailândia.

E, para mim, Sirikit é a minha Raínha e seu consorte o monarca Bhumidhol Adulyadej o meu Rei que pelas suas graças reais me permitiram viver na paz serena, na Tailândia há mais de duas dezenas de anos, criar e educar a minha filha Maria Martins, lusa tailandesa que amanhã, dia 14 de Agosto, depois de graduada de uma escola internacional em Junho, passado, vai frequentar a Universidade de Chulalongkorn.

Nome do monarca que foi avô do Rei Bhumibol Adullyadej, o abolidor da escravatura e o Pai da Tailândia moderna, de hoje, cujo progresso e desenvolvimento tem sido contínuo, sem estagnamento, no Sudeste Asiático, onde alguns países se viram envolvidos em querelas políticas e guerras e que só agora começam a despertar e virados para o futuro que ainda não se sabe a data que a paz esteja consolidada.Os soberanos tailandeses foram os segundos a visitar Portugal o primeiro foi o seu avô, Rei Chulalongkorn, em 1987, que poder ser lido o desenvolvimento clicando:www.aquimaria.com/html/aboutth.html

A visita dos Reis da Tailândia a Portugal, em 1960, teve larga repercussão nos jornais e revistas da época (não temos a totalidade), mas não deixa de ter interesse o que as revistas, populares na altura, a “Flama” e “Século Ilustrado” publicaram em cima do evento.

O “Século Ilustrado” numa página completa com o título em caixa grandia e uma foto da família real: SIRIKIT DA TAILÂNDIA: a mais bela do mundo e prossegue:

No terraço interno do palácio, a família real tailandesa (da esquerda para a direita): o princípe herdeiro Vajiralongkorn de 11 anos, a princesa Sirindhorn de 9, a rainha Sirikit, o rei Bhumibol, a princesa Chulabhorn de 6 anos e a princesa Ubol Ratana – e a mais velha – de 13. Bhumibol, que reina desde 1946 a Tailândia com 25 milhões de pessoas.Casou com Sirikit em Abril de 1950. (Ver foto no topo da página)

O “Século Ilustrado” de 27 de Agosto de 1960 acrescentava:

Os soberanos da Tailândia, rei Bhumibhol Adulyadej e rainha Sirikit chegaram a Lisboa e foram recebidos pelo Chefe do Estado português e pelo prof. Oliveira Salazar, no aeroporto da capital, onde grande multidão os aplaudiu. A Tailândia é um país com 26 de milhões de habitantes, com o qual nós mantemos relações desde os alvores do século XVI, altura em que os portugueses aportaram ao Oriente. A rainha Sirikit prendeu, desde os primeiros momentos a atenção de todos os olhares...Sorridente e bonita, vestida com extrema elegãncia, sua majestade irradia uma grande simpatia. Do aeroporto da Portela, os reis da Tailândia seguiram para o Palácio de Queluz. Ali foram igualmente muito aplaudidos pela população. Os régios visitantes ficaram instalados no pavilhão D. Maria I, que tem sido ocupado, durante as últimas visitas, pela rainha Isabel de Inglaterra, pelo presidente Sokarno da Indonésia, pelo presidente Eisenhower e pelo presidente Kubitsechk de Oliveira.

E continua o texto do “Século Ilustrado”:

Chefe do Estado ofereceu, no Palácio da Ajuda, um banquete aos soberanos tailandeses, ao qual compareceram dezenas de convidados, o sr. almirante Américo Tomás, discursando, afirmou: <>.Sua majestade rei Bumibhol Aduyadej respondeu afirmando que no Portugal de ontem e de hoje encontra-se um mesmo justo título, o de ser um país de fé. Alguns portugueses encontram-se mesmo ao serviço do meu país e, posso afirmar, são sempre fieis e dignos, dos se têm fixado no país e orgulham-se ainda da sua origem portuguesa. Tal é o estado feliz das relações entre os nossos dois países, relações de bom entendimento e de colaboração frutuosa.

A “Flama” na sua edição de 2 Setembro de 1960, publicou várias fotografias de visitas, a várias instituições onde se incluiu os Museu dos Coches que admiraram e deixaram verdadeiramente interessados os soberanos tailandeses.

A elegância e o sorriso, em todos os momentos, cativou os corações de todos os que lidaram de perto com Sirikit, assim como o Povo Português que naquela época sabia (aquilo hoje, a maioria esqueceu) receber as figuras ilustres,mundiais que nos visitavam.

As ruas de Lisboa e do Porto, outros meios menos populacionais, enchiam-se.

O Povo de Portugal reagia com entusiasmo exuberante quando os ilustres de outros países visitavam a Pátria Lusa, onde ainda na mente do portugueses a memória da grandeza do grande país que foi, descobrindo e aproximando as gentes se mantinha como o orgulho de ser: português!

E para finalizar este artigo em honra de S. M. Sirikita um jornalista da revista “Flama” diz o seguinte:

<<> oportunidade de a fizar em diversas situações. Nas imagens poderemos observar a rainha que, com rarissimo gosto e requinte, soube vestir e pisar de modo a fazer inveja a muitas portuguesas elegantes. Que estas nos perdôem!>>

De nós: “God Save the Queen!ª (Deus Salve a Rainha!)

José Martins

A seguir noutro a artigo: Vida e Obras da Rainha Sirikit



RETALHOS DE MINHAS MEMÓRIAS NA TAILÂNDIA

Aniversário da


RAINHA SIRIKIT DA TAILÂNDIA


(Vida e obra de uma grande Senhora)


Segunda Parte


O 12 de Agosto, passado (2005) aconteceu numa sexta-feita.


Dia, feriado e importante na vida dos tailandeses dado que a Rainha Sirikit da Tailândia fez 73 anos de vida.


As festas, espontâneas, do Povo tailandês, de mais de 63 milhões de pessoas acontecem do norte ao sul do território tailandês.



Grandes cartazes com fotos, expostas em altares, de Sua Majestade poderão ver-se a decorar: frentes de grandes edificios, hoteis repartições públicas das cidades, vilas e aldeias. Táxis, tuk-tuk, guiados por pessoas simples exibem bandeirinhas da Tailândia e a da Família Real.


Ruas iluminadas com micro lâmpadas eléctricas, envolvidas no toro e ramos de árvores plantadas nas margens das ruas oferecem um tom feérico e festivo por todo o reino.


O dia da real aniversariante é considerado o “Dia da Mãe” de todos os tailandeses.


Tenho uma enorme admiração por esta Grande Senhora que ainda a conheci muito jovem, através de fotografias publicadas nas revistas e jornais de Portugal e de quando, em 1960, visitou o nosso país juntamente com seu marido Sua Majestade o Rei Bhumibol.


Longe estaria eu de imaginar, nessa altura, que trinta e quatro anos depois, em 1994, iria ser o fotógrafo oficial da Missão Diplomática de Portugal em Banguecoque e registar imagens da Rainha Sirikit num serão cultural, cujos anfitriões foram: os Embaixadores de Portugal, Luisa e Sebastião Castello-Branco.



Presentes os Chefes-deMissão e suas esposas, a nível de embaixadores, acreditado no Reino da Tailândia.


O serão, ultrapassou as regras protocolares do horário, programao com antecedência, das 7 até às 11 da noite e viria a prolongar-se até junto à meia-noite!


Registámos imagens dos característicos sorrisos da soberana a extraordinária e excelente disposição e, por algumas vezes perante a exibição dos embaixadores e esposas exibindo curtos “shows” ou canções,tradicionais dos seus países breves risos.


No passado dia 12 de Agosto às sete da manhã dirigi-me para o “Centro Internacional de Protecção das Artes e Artesanato da Tailândia” distanciado de minha casa uns 50 quilómetros (do centro de Banguecoque a distância é de uns 65 quilómteros. Está situado na área da província de Aiutaá e na margem esquerda do Rio Chao Praiá.



O centro tem excelentes meios de acesso, com ligação a auto-estradas, modernas e seguras, que numa hora, a velocidade moderada se alcança o lugar do centro da capital tailandesa.


A organização é fruto da Rainha Sirikit cujo início da Obra já vem desde há trinta anos.



O pensamento soberana em cima do projecto um dos quais foi o da preservação da arte e artesanato tailandês, rico em variedades, que em vez de ser esquecido fosse incrementado.Com isto, um dos objectivos de S.M. a Rainha Sirikit trazer uma melhoria de vida dentro das classes menos favorecidas, afastando-as da ociosidade e aumentar-lhes, com isto, os rendimentos.


Poder-se-à apreciar, por todos os pontos da Tailândia, artesanto à venda nas grandes superfícies, pequenas lojas, em bancas de mercados ou nas mãos de vendedores ambulantes de rua.



No centro são produzidas variedades e esquisitas peças onde a ancestralidade da arte siamesa, milenária, são um facto: as figuras mitológicas; máscaras, marionetes, elefantes de madeira, ornamentos de madre pérola; de corno de búfalo; da casca do coco, de pele de animais; uma variedade de flores artificiais, confeccionadas em seda natural; de conchas marítimas; de pedras semi-preciosa e ainda outras quantidades de materiais que só a arte e imaginação, prodigiosa dos artesãos tailandeses com o imparável entusiasmo trazem à luz a arte, milenária, dos seus antepassados.


O negócio da venda do artesanato ao turista é rentável.


No ano de 2004 a Tailândia recebeu mais de doze milhões de turistas



A Rainha Sirikit tem sido uma dinamizadora e promotora das relações internacionais e, foram várias as vezes que se deslocou ao estrangeiro, com as famosas sedas tailandesas; com jovens modelos para que façam desfiles em tablados de salões, internacionais e, perante uma sociedade com poder de compra.



S.M. a Rainha Sirikt sempre a vimos primorosamente vestida com as sedas naturais, tailandesas e para completar a sua elegância nesse seu gosto de bem vestir usa chapeus cujo o modelo se inspira nos campesinos usados pelas mulheres dos meios rurais.



A fama da seda tailandesa os desenhos únicos, inspirados pela soberana atingiu fama notável no mundo da moda e para esta contribuiu S. M. a Rainha Sirikit que junto a outro dimamizador e pioneiro o cidadão americano Jim Thompson, trazem, dos meios rurais a tradicionalidade da produção do tecido natural para a cena internacional da moda; com estabelecimentos de venda a retalho em Banguecoque e abertas filiais nas principais capitais da Europa e Estados Unidos



A seda tailandesa ganhou prestígio no Mundo e este vem de quase cerca de meio século. A grande metragem Ben Hur as túnicas os principais trages são confeccionados com seda tailandesa; o Hotel Savoy de Londres as suites são decoradas com seda tailandesa; a multinacional americana “Reynolds Metal Company”decorou as principais salas de reuniões e negócios com seda tailandesa. Entre tantos hoteis e residências palaciais que aplicam o fino tecido em almofadas, cortinas, paredes forradas conta-se o luxuoso hotel de Hong Kong o “Hilton” aplicou-o nos “ballroom” e nas suites.Na indústria da seda na Tailândia ocupam-se cerca de vinte mil pessoas.


A Rainha Sirikit, a soberana amada pelos ricos e os pobres que formam o Povo tailandês!



Marcaram-me as suas palavras proferidas e transmitidas pelos vários canais de televisão no dia de um seu aniversário (não me lembro o ano) dirigidas aos menos ricos, numa altura em que grassava na Tailândia o crescimento do desenvolvimento, o oportunismo e a agiotagem.


Esta classe de amores para a compra de terrenos onde crescia o arroz e os vegetais e pastavam búfalos de água nos subúrdios das grandes cidades para que nessas, leiras de séculos e passadas de geração em geração viessem a pertencer a empresas imobiliárias onde seriam construídos bairros residenciais.



A Rainha Sirikit, preocupada, com a usurpação desses “migalhos” de sobrevivência de famílias, perentóriamente aconselha-os: “não venda as vossas propriedades com o objectivo de comprarem a “carrinha” a mota, a televisão ou a geleira....


A Rainha criou escolas para a aprendizagem dos jovens nas artes e aos pais o incitamento às culturas agrícolas de rendimento e, afastá-los da plantação da papoila que gera a heroina e a morte, prematura, aos que se servem da letal droga.



O Centro de Protecção às Artes e Artesanato funciona como escola e o seu principal objectivo é preparar jovens nas diversas artes e especialmente a de produção de artesanto a gente jovem. Depois de habilitados, partem para as suas origens e ali, transmitem a artea outros seus comprovincianos. Além da aprendizagem de artes á também o ensinamento, ao aluno, o comportamento humano perante a sociedade que está inserido.



A organização tornou-se um departamento público e, assimilado ao Ministério do Comércio que tem a missão de promover, internacionalmente, o artesanto tailandês. Os desígnios:



- Trabalho organizado e dirigido à competitividade no mercado, internacional;


- Desenvolvimento da produção dentro da qualidade “standard”, com o objectivo da promoção da imagem, qualidade e embalagem dos produtos;


- Promoção de mercados e expandir a produção nos mercados internacionais;



- Promover ligações de protecção inter-disciplinares entre o fabricante e o vendedor e, bem como, a combinação das modernas tecnologias adaptadas à artes e produção de artesanato;



- Desenvolvimento, apoio ao treino em cima do saber gerir a produção; o financiamento e o “marketing” dos produtos;



- Providenciar a protecção das patentes nos termos, internacionalmente conhecidos por: “copyrights, patentes e outras intelectual propriedades”


A surpresa que me chega naquele templo de preservação e divulgação da arte e artesanto tailandês é uma sala onde estão expostos verdadeiros sonhos de mulher na arte de bem trabalhar o ouro e a pedraria.


Na sala de exposições encontram-se autênticos prodígios que mãos de jovens artesãos lhe dão beleza impar. I uma das preocupações é manter as peças de joalharia nos moldes como eram trabalhadas há séculos, pelos thais,no antigo Reino do Sião.


Naquele espaço de preciosidades, onde além das peças de intrincada arte de ourivesaria, e joalharia, econtram-se peças finas e raras de cerâmica e pinturas em laca.



Fomos guiados por Wongpaka Charochwai uma simpática jovem e bonita tailandesa, funcionária superior do Centro que nos elucidou sobre as origens da arte e províncias tailandesas onde desde tempos remotos foi executava e se mantém viva.


Recomendamos aos turistas lusófonos se porventura visitarem a Tailândia uma visita ao “The Support Arts and Crafts International Centre of Thailand” que na recepção do hotel de hospedagem poderão ser informados como o alcançar. O melhor transporte, para casais, é seguirem num táxi do hotel onde se hospedam.


Para jovens, normalmente, com pouco dinheiro para gastarem, têm vários autocarros na central de camionagem nas proximidades do famoso “weekend market” que por meia dúsia de euros têm bilhete de ida e volta e ainda lhes chega para almoçar no Centro a 50 cêntimos (euro) o prato de arroz com carne e um refrigerante.


Vale pena visitar este Centro e quem o fizer voltar para o seu país com uma experiência rica e única que lhe ficará na memória pela sua vida adiante.


José Martins/2005.