Saturday, January 30, 2010

A FEITORIA DE PORTUGAL EM BANGUECOQUE

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Residência dos embaixadores de Portugal na Tailândia, no ano de 1918. Nesta altura os serviços de chancelaria funcionavam numa sala do rés-do-chão, onde hoje é o salão nobre.

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A NAU DA FANTASIA – RESQUÍCIOS DE UM PASSADO
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Isaú Santos, na sua opinião e pontos de vista que introduziu na “Nota Histórica” do seu trabalhoso de investigação de 1253 documentos, que havia no Arquivo Histórico de Macau” escreve:

“ Em 1580 os destinos de Portugal passaram para as mãos dos Espanhóis. Pouco tempo depois deste acontecimento,ocupa Ormuz; as relações entre Portugal e Holanda e Portugal e Inglaterra que, até então, eram boas, deterioraram-se.
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Os domínios ultramarinos portugueses foram, uns após outros, caindo nas mãos dos holandeses e dos ingleses. Em 1662, o Xá da Pérsia ocupa Ormuz: ainda, em 1662, os holandeses tentaram apoderar-se, em vão, de Macau; em 1663, conquistam Cochim; em 1641, ocupam Malaca; em 1656 é a vez do Ceilão cair sob o seu domínio e, em 1661, a ilha e o porto de Bombaim são cedidos aos ingleses.
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Não obstante estas dificuldades as relações de amizade entre o Sião e o Estado da Índia e entre o Sião e Macau continuaram, apesar das concorrências holandesa e inglesa.
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Mas o império do Oriente já não era o mesmo. Estava a ser ameaçado pelos aliados europeus de outrora que, então, porfiavam em substituir os portugueses no Índico e no Pacífico. Era a derrocada acelerada do império.
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A prova de que estas relações se mantiveram, é o facto de, no início do século XVII, o rei de Sião ter enviado um embaixador a Goa, a tentar conquistar a simpatia dos Portugueses e, com isto, o seu apoio na guerra que então travava com o rei de Ava.
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Ofereceu-lhes, em troca de ajuda militar, o porto de Martavão para construírem uma fortaleza-feitoria. Acontecia que este porto era um dos pontos em disputa entre os dois monarcas.
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Montalto de Jesus, referindo-se ao relacionamento entre Portugal e Sião, afirma que o prestígio dos soldados portugueses era tão conhecido que o rei siamês os tinha na sua corte como seus guardas. Alguns por lá ficaram, casaram com mulheres siamesas e deram origem aos lusos-descendentes de Sião.
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Por alturas de 1642, as relações entre Portugueses e Holandeses e Portugueses e Ingleses continuavam tensas em Ayuthaya. Intrigas, dissenções e contendas proliferavam entre eles e isto prejudicava a imagem dos Europeus perante os Siameses.
Estes, confusos, não sabiam em quem acreditar.
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Em 1669, o rei de Sião em demonstração inequívoca da grande simpatia que nutria por Macau, concedeu-lhe um empréstimo, em prata, para fazer face à grave situação financeira provocada pelas sucessivas extorsões dos mandarins e, ainda, destinado a fazer face às despesas com a embaixada de Manuel Saldanha a Pequim. O pagamento desta dívida ao rei de Sião constituiu, durante 62 anos, um quebra-cabeças constante para o Senado da Câmara de Macau.
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Na carta escrita ao rei de Sião a 20 de Março de 1720, o Senado recordava, com gratidão, o generoso empréstimo do monarca siamês que libertou a cidade dos vexames causados por constantes e sempre crescentes exigências dos mandarins chineses.
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Depois de um período de arrefecimento nas relações entre Macaenses e Siameses, surge o reatamento dos antigos laços de comércio e amizade nos finais da segunda década do século XIX.
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Em 22 de Novembro de 1816, o conselheiro Miguel de Arriaga Brum da Silveira, numa carta dirigida ao rei de Sião, pedia-lhe em nome do rei de Portugal D.João VI, que restabelecesse os antigos laços do comércio e amizade entre Macau e Sião.
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Pouco tempo passado, a 23 de Dezembro de 1816, o Ministro siamês dos Negócios Estrangeiros agradecia a carta e os presentes, ao mesmo tempo manifestava grande interesse em que as velhas relações comerciais e de amizade entre os dois territórios se restabelecessem”
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Nota: Com já antes o referi Isaú Santos, manipulou 1,253 documentos, de Banguecoque para Macau e vice verso e merecem-me todo o crédito suas opiniões.
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Nada me é estranho o que o investigador revela, porque eu sigo há muitos anos, no terreno, e bem sou capaz de escrever os meus pontos de vista em cima das relações entre Portugal e o Reino do Sião, desde os primórdios que os portugueses aqui chegaram.
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Infelizmente não posso colocar certos portugueses num pedestal porque, mesmo com as adversidades das intrigas, provocadas pelos holandeses e ingleses, não souberam os do “topo” (os homens, bons, enviados para o Sião do reino de Portugal) continuar a obra iniciada depois de 1511.
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Sabido, historicamente, que os luso-descendentes pelo Sião seguiam vivendo, muitas das vezes abandonados sem padre que os confortasse espiritualmente.
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Disto se aproveitou, além dos ingleses e os holandeses, a Igreja Católica do Vaticano, de espiritualizar a comunidade luso-descendente como assim se apropriar das parcelas que tinham sido doadas pelos Reis do Sião.
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Mas não se coloque por aí, alguém, em bicos de pés a elogiar, gratuitamente, factos ou feitos que não têm relevância, historicamente, nenhuma. O mesmo: “engana menino e toma-lhe o pão...”
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Bem sei e segui par-a-passo o historial do relacionamento entre Portugal e a Tailândia desde que Duarte Coelho, em 1509, foi o primeiro português que pisou o Reino de Ayuthaya.
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Eu estive, no centro e norte da Tailândia e os locais por onde os portugueses passaram e fui fazendo as minhas observações e para depois emitir opiniãos que não darão margem de erro.
Registei em imagens o que vi.
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Alguns portugueses que passaram pelo Reino do Sião sofrem da doença endémica das basofiadelas e além de poucos escrúpulos onde os seus interesses, pessoais, estiveram, sempre, acima do Reino de Portugal e da República actual.
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Estamos onde estamos no Reino da Tailândia onde, praticamente, Portugal perdeu tudo que tinha a perder e pouco nos resta.
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Hoje a Embaixada de Portugal, que anos atrás teve pujança, actividades comerciais e culturais, passou a ser uma Missão Diplomática de Portugal no Mundo, morta, onde apenas o funcionário público é o chefe-de-missão (embaixador).
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Falta para completar o quadro com funcionários públicos, portugueses: 1 número dois (diplomata de carreira) 1 vice-cônsul, 1 chanceler, 2 administrativos.
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A administração do Governo Português, economicamente, encontra-se a caminhar, apoiada de muletas, e preenchendo as falhas, em certas embaixadas, com pessoal local ou de outros países estrangeiros.

Pouco importa o seu passado porque até o registo criminal, a prova de nacionalidade portuguesa, não foi necessário para ser admitido ao serviço; entregar-lhe a gerência das finanças (ao que se chegou!!!) e, mais ainda, a “encarregatura” do expediente e do arquivo (durante a ausência do chefe-de-missão (embaixador) de uma Embaixada de Portugal e no Mundo a mais antiga missão diplomática.
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Chega-me à memória uma frase do poeta Agostinho da Silva de um dia ter dito a um Ministro dos Estrangeiros português: “que fizesse, das embaixadas e dos consulados de Portugal no Mundo, umas tasquinhas de petiscos lusitanos.
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Valha-nos, ao menos, a história dos portugueses no Reino da Tailândia que entre eles eu me conto e já fiz alguma.
José Martins

Friday, January 29, 2010

A FEITORIA DE PORTUGAL EM BANGUECOQUE

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A NAU DA FANTASIA – RESQUÍCIOS DE UM PASSADO
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Se houveram, entre outras, figuras que me apaixonaram e geriram negócios de Portugal no Reino do Sião, foram: Miguel de Arriaga e Carlos Manuel da Silveira. Vamos ler, o que escreveu Isaú dos Santos:

“ Pouco tempo passado, a 23 de Dezembro de 1816, o Ministro siamês dos Negócios Estrangeiros agradecia a carta e os presentes, ao mesmo tempo
que manifestava grande interesse em que as velhas relações comercias e de amizade entre os dois territórios se restabelecessem.
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O Conselheiro Arriaga, satisfeito com o evoluir favorável dos acontecimentos, escrevia ao Barão de S. José de Porto Alegre, a dar-lhe esta boa notícia.
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Para garantir o reatamento de comércio e amizade em bases sólidas, o Vice-Rei da Índia enviava, a 30 de Abril de 1820, ao monarca siamês, o projecto de um tratado entre Sião e Portugal. com Sião. Foi seu portador Carlos Manuel da Silveira recém-nomeado cônsul e responsável da feitoria portuguesa em Banguecoque.
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Ao regressar a Goa, afirmou ter tudo corrido da melhor maneira. Aberto estava o caminho, pois, para as futuras relações. Silveira embarca na fragata “S.João Baptista”, com a missão de entregar ao Ministro dos Negócios Estrangeiros de Sião o esboço de um tratado de amizade, aliança e comércio, a ser negociado entre as duas nações e a servir de base para o novo relacionamento, tratado esse que nunca foi ratificado.
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O projectado tratado, corporizado em vinte e três artigos, focava três aspectos fundamentais: o reforço da amizade que sempre existiu entre os dois países, o estabelecimento do consulado e da feitoria e o relançamento de relações comerciais.
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A 21 de Agosto de 1821, Carlos Manuel da Silveira informava a Junta Provisional de Goa de que o rei de Sião pretendia a feitoria se estabelecesse o mais rapidamente possível e com ela o reatamento do comércio. A Junta Provisional não se mostrou muito empenhada neste processo. Silveira continuava, entretanto, sem saber o que fazer, mergulhado na mais extrema dificuldade financeira.
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Goa não parecia preocupada com a grave situação do representante português em Banguecoque e, por isso, o “statu quo” do consulado e da feitoria caminhava a passos de gigante para o descalabro.
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Definitivamente, a Junta Provisional não acreditava no sucesso das relações com o Sião e, daí, não ter hesitado em ordenar a extinção do consulado e da feitoria, através da sua portaria de 17 de Setembro de 1821.
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Macau e
ra de opinião contrária e tudo fez para que a presença portuguesa em Sião fosse uma realidade. Goa acabou por ver na manutenção daquela situação alguma utilidade, mas as coisas continuavam a ir de mal para pior.
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Silveira, acossado pela necessidade de sobrevivência, viu-se obrigado a contrair dívidas e mais dívidas, sem possibilidades de as saldar.
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Goa alertou o Senado de Macau para esta degradante situação, mas nada foi feito porque a edilidade macaense padecia, também, dos mesmos males.
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Isto não podia manter-se por mais tempo. Era a imagem do país que estava em jogo. Macau e Goa não podiam protelar a resolução deste problema. Por isso, o Governador da Índia, D. Manuel da Câmara, em 6 de Abril de 1824, ordenava ao Leal Senado que pagasse as dívidas do cônsul e de seu secretário para que as autoridades siamesas os deixassem regressar a Goa e perguntava-lhe, ao mesmo tempo, se a feitoria devia ser mantida ou abandonada.
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O Senado, após algumas sessões de esclarecimento, decidiu pelo pagamento das dívidas, pela manutenção da feitoria e pela substituição de Silveira”
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Nota: Texto de Isaú Santos, Director do Arquivo Histórico de Macau, em 1993, na sua “Nota Histórica” ao completar o seu trabalho de investigação histórica: “Relações entre Macau e Sião”, descreve que lhe passaram pelas mãos 1.253 documentos que inserem as relações entre Portugal e Sião de 1639 (era de Ayuthaya) a 1918.
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Um documento valioso, que o autor me ofereceu um exemplar durante uma visita que efectuou, em 1994, a Banguecoque. Vamos pois publicar alguns trechos desta sua magnifica investigação que contém a veracidade, oficial, daquilo que teria sido passado no relacionamento entre Portugal/Macau e o Reino do Sião.
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Que se compenetrem os investigadores que a história não é escrita só de elogios “doentios”, mas pelo lado dos factos que hajam sido passados.
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Os elogios enfermos só contribuem para nos enganarmos a nós próprios, satisfazer os interesses de alguns e, depois, deixar continuar a navegar a nau da fantasia, de leme partido, sem rumo.
José Martins

Thursday, December 17, 2009

PORTUGAL NA BIRMÂNIA

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Clique nas imagens para as aumentar ao tamanho natural, reproduzir com publicação autorizada pelo Embaixador Mello Gouveia

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A história destas fotografias, contada a mim pelo Embaixador Mello Gouveia. Em 1983, Mello-Gouveia deslocou-se a Rangoon a fim de ser acreditado, como embaixador não residente na Birmânia (o país ainda não tinha cambiado o nome para Myanmar) e como um interessado nato na investigação da presença de Portugal, teve conhecimento das ruínas da Catedral de Rangoon, que foi manda erigir pelo Felipe de Brito Nicote, que se entronizou rei do Pegu (princípios do século XVII). Porém o local estava interdito de ser visitado, dado ser local reservado e no sob solo existir petróleo. Guiado junto às ruínasconseguiu recolher as imagens, acima publicada, raras que fazem parte da curta presença de Portugal na Birmânia.
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Peça, transcrita em baixo, transferida do http://aquitailandia.blogspot.com/
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Thursday, December 17, 2009
OS PORTUGUESES NA BIRMÂNIA
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Como anteriormente já inseri aqui visito, regularmente, o blogue http://combustoes.blogspot.com/ de Miguel Castelo Branco sobre o trabalho de investigação que vai levando a cabo em Banguecoque.
A sua última investigação: "O Puzzle da História Desconhecida dos Portugueses na Ásia" ( http://combustoes.blogspot.com/2009/12/o-puzzle-da-historia-desconhecida-dos.html ) e porque encontro distorção, histórica, recomendo a Miguel Castelo Branco que clique no endereço a seguir (http://portugalnatailandia.blogspot.com/2009/12/portugal-na-birmania.html ) onde encontrará informação escrita por mim, em 1995 e publicada no semanário "Notícias de Gouveia".
Um trabalho minucioso onde está descrito que os missionários portugueses entraram na Birmânia, por cerca de 1600. Em 1998, três anos depois de ter publicado o meu artigo, numa viagem que efectuei a Rangoon (capital da Birmância) visitei uma biblioteca pública e onde adquiri a obra "A History of Rangoon", por B.R. Pearn, publicada pela "American Baptista Mission Press" - Rangoon, em 1939 e onde na página 33, refere a Felipe de Brito Nicote, ter entrado na Birmânia em 1600 e com ele, como óbvio, os missionários portugueses.
Tenho nos meus arquivos fotográficos imagens cedidas pelo Embaixador Mello Gouveia, que tirou (1983) às ruínas da catedral de Rangoon, junto à embocadura do rio do mesmo nome que teria sido mandada construir por Felipe de Brito Nicote.
A presença lusa, com Felipe de Brito, na Birmânia foi curta e reverteu numa tragédia. No entanto, neste país viveu, depois, uma pequena comunidade portuguesa, cuja imagens também tenho de dois túmulos onde em duas lápides estão gravados os nomes portugueses.
Não deixo que referir ao Miguel Castelo Branco que não há nada desconhecido sobre a presença dos portugueses na Ásia. Está tudo descoberto e designado em livros ou documentos avulso.
José Martins
Parte do artigo teclado por Miguel Castelo Branco: "Aquela não era, certamente, a bandeira dos reis da dinastia, mas um estandarte militar. Só podia ter a ver com a existência de cristãos nas hostes reais de Mindon e Thibaw. Hoje, ao consultar o melhor sítio web dedicado a vexicologia lá a encontrei, com a seguinte nota de rodapé: "the flag shown here is the standard of the royal artillery who were mainly Christian Portuguese descendants". Depois, bastou compará-la com a bandeira da Ordem Franciscana e lá estava, sem confusão, o símbolo. Como foram os Franciscanos portugueses os primeiros a fixar-se na Birmânia (1660), aquela bandeira era, só podia ser, empunhada por católicos portugueses".
Posted by Jose Martins at 9:49 AM
4 comments:
Combustões said...
Senhor Martins
1. Eu não falei no Pegú, mas na Birmânia, duas coisas bem diferentes.O Pegú é Mon e faz parte da Birmânia pois foi, simplesmente, anexado. É como afirmar que China e Tibete são a mesma coisa. Os Mon chegaram a ocupar todo o sul da actual Birmânia, mas iniciaram regressão em meados do século XVI.
Para estudo sério recomendo, de Ana Marques Guedes, A "Interferencia e integraçao dos Portugueses na Birmania 1580-1630. Duas coisas distintas são, também, a fixação de ordens religiosas e a passagem de missionários. O sul da Birmânia foi tocado por jesuitas, franciscanos e dominicanos desde inícios do século XVI, mas a fixação deu-se bastante mais tarde.
2. Eu referi-me, claro, a último período da dinastia, com sedes em Ava eMandalay, ou seja, aos séculos XVIII e XIX.
3. Rangún (Yagon) foi sempre uma cidade marginal e sem qualquer importância política. Era um entreposto comercial e só ganhou relevância administrativa após a conquista integral na Baixa Birmânia pelos britânicos, em 1852.
4. Quanto ao "conhecimento" da história dos portugueses no sudeste-asiático há, sim, poucos, muito poucos livros, atestando a precaridade do conhecimento nesta região. Depois, como vou demonstrar dentro de 2 anos, há milhares de documentos de arquivo, relevantíssimos, que nunca ninguém tida lido, traduzido e estudado. O difícil é trabalhar em campo - nos arquivos e bibliotecas - estabelecer as concatenações e estabelecer as linhas gerais de interpretação. Nunca tal foi feito Senhor Martins, pois na parca bibliografia disponível (sobre os séculos XVIII-XIX e XX, amiúde pequenos artigos)não encontramos qualquer esforço de inovação.

11:09 PM
Combustões said...
Senhor Martins
Mais uma nota. Quando me refiro a "portugueses", faço-o de acordo com uma categorizaçãó étnica que perdurou na Ásia até à imposição pelos ingleses do termo "eurasians", este último dúbio. Portugueses eram todos os católicos da terra, convertidos por missionários do Padroado ou miscigenados. Portugueses de Portugal sempre houve muito poucos, quer aqui, quer na Birmânia, no Camboja ou no Vietname. Aliás, há um interessante livro editado em finais do século XVI, coisa rara de que há apenas um exemplar na BN de Portugal, com a relação da tripulação e passageiros que seguiam a bordo de um galeão do trato que partiu de Goa, tocou Malaca e seguiu para o Japão. A bordo, todos eram "portugueses", mas se atentarmos, eram, com excepção do capitão e de dois frades, todos indo-portugueses, luso-chineses, luso-malaios ou afro-asiáticos portugueses.
12:37 AM
Jose Martins said...
Caro Miguel,
Estou muito ocupado.
Dar-lhe-ei resposta depois do Natal.
Se estiver equivocado em cima dos meus conhecimentos darei a mão à palmatória.
Tenho mais informação, em arquivo, relativa.
Arquivo - Com tempo entrará outro material
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